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Audiovector Trapeze Ri

Audiovector Trapeze Ri

João Carlos Anselmo

10 janeiro 2026

O retorno moderno da lenda


Características


As colunas contam-se certamente entre as componentes de um sistema de áudio que maiores avanços tecnológicos tiveram nos últimos anos. E isto sucedeu a múltiplos níveis: o design da caixa, cada vez mais vezes com recurso a programas de design computorizado, com estes a servirem também para modelar o desenho dos crossovers, a maquinação e o fabrico «na casa» e o recurso a cada vez mais sofisticados e inovadores materiais de construção.

Naturalmente, os avanços conseguidos não aconteceram apenas para melhorar o argumentário de vendas das empresas que neles se envolveram. Nos últimos anos deram-se efectivamente claras melhorias no desempenho sónico das colunas de high-end nelas envolvidas. É também este o caso destas novas Avantgarde Trapeze Reinvented, ou RI.

Foto 1 Audiovector Trapeze

E, no entanto, o modelo destas Trapeze resulta de um design muito mais antigo do que qualquer outro modelo actual da marca, remontando já a 1979. Nessa altura, o fundador da Audiovector, Ole Klifoth decidiu: vou fazer umas colunas não para o mercado, mas sim para mim, de forma a recriar a atmosfera da 13ª fila da sala de concertos Tivoli Koncertsal de Copenhaga. Ou o espaço a três ou quatro metros do palco de um clube de jazz. Após várias experiências, o resultado obtido foram as Trapez, dinamarquês para “Trapeze”, ou trapézio. Umas colunas muito incomuns, mesmo para a altura.

As presentes Trapeze Reimagined, ou RI, são assim uma espécie de versão século XXI das suas antecessoras de há quase 50 anos, mantendo várias das características originais mas actualizando-as com o know-how adicional entretanto adquirido pela marca, e recorrendo à tecnologia actualmente disponível. As presentes Trapeze são uma criação de Mads Klifoth, filho do fundador da marca, que assim presta homenagem à icónica criação do pai.

As Trapeze RI são umas colunas de 3 vias com 4 unidades. Recorrem ao chamado princípio de compartimento composto, ou isobárico, como também é conhecido. Nelas, um woofer personalizado de 30cm (12 polegadas) opera numa câmara separada, enquanto um subwoofer de 20cm (8 polegadas) voltado para baixo opera num compartimento com um pórtico bass-reflex no final. Enquanto o woofer se ocupa dos graves, o altifalante de 20 cm ocupa-se dos médios/graves, coexistindo com um médio de alta velocidade de 5 polegadas e um exclusivo tweeter Audiovector SEC Air Motion Transformer (AMT), desenhado especificamente para estas colunas. Há muito que a Audiovector prefere estes tweeters para cobrir as altas frequências, argumentando que eles não só apresentam um diafragma de menor massa mas também uma menor distorção do que as convencionais unidades de cúpula, além de também terem boas características de dispersão.

Foto 2 Audiovector Trapeze

A questão do que fazer com a saída traseira de um tweeter ocupa há muito tempo os designers de colunas; A B&W e a KEF são exemplos de marcas que encontraram soluções diferenciadas para essa questão. A Audiovector escolheu ainda uma outra solução, permitindo que esse som escape para a sala. Ao observar a traseira das Trapeze encontram-se dois “buracos”, duas aberturas, dois pórticos. O de cima é a saída para o som traseiro do tweeter AMT, enquanto o de baixo é a porta reflex para o woofer interno de 20 cm.

Refira-se também que as Trapeze têm uma resposta em frequência muito alargada, indo dos 23 Hz nos graves aos 53 kHz nos agudos.

Logo ao primeiro olhar, é impossível não notar que as Trapeze Ri representam uma grande mudança face às restantes colunas de chão da Audiovector. Mais, pergunte-se por “Audiovector” a uma pessoa que conheça a marca como ela tem sido nas ultimas décadas, e, com grande probabilidade, ela referirá colunas de chão altas e esguias. De facto, as gamas R e QR que têm formado a oferta da marca são na quase totalidade designs elegantes, altos e modernos. Em contraste, as Trapeze Reimagined são umas colunas corpulentas e volumosas, que parecem mais de acordo com as suas raízes da década de 70.

Mas não é só na comparação com as outras propostas internas que as Trapeze RI sobressaem. A sua aparência volumosa e angular, o seu painel frontal inclinado para cima e para dentro diferencia-as de imediato de quaisquer outras existentes em todo o mercado. Independentemente dos méritos que possam ter - e têm, com veremos - enquanto objectos criados para desempenhar uma função concreta, tocar música, esteticamente estas Trapeze desagradarão a alguns, mas também agradarão a muitos; na verdade, parecem ser menos intrusivas num ambiente doméstico do que a maioria das alternativas.

Foto 3 Audiovector Trapeze

No que respeita à construção, as Trapeze evidenciam que, mais do que um par de colunas, são verdadeiras obras de arte. Não há junções à vista, e a combinação de painéis de alta densidade com o folheado aplicado manualmente e com estruturas de alumínio de qualidade aeronáutica colocados no painel frontal ao redor do woofer, da unidade de médios e do tweeter AMT, tudo exala uma indiscutível qualidade.

Do meu ponto de vista, há 3 factores que a mera observação permite imediatamente distinguir estas colunas de quaisquer outras: a sua forma volumosa, a invulgar inclinação do painel frontal - factor que lhe confere o formato trapezoidal - e a grande dimensão do altifalante de graves.

A forma trapezoidal destas Avantgarde é um factor que desempenha um papel muito importante na sua sonoridade. Uma caixa convencional rectangular (paralelepipédica, na verdade) como tem a esmagadora maioria das colunas (de caixa, pelo menos) com paredes internas paralelas entre si cria inevitavelmente um conjunto indesejável de ondas estacionárias internas, a combinação de duas ondas que se movem em direcções opostas, que de uma forma ou de outra impactam negativamente na qualidade do som que produzem.
Ora é aqui que a forma trapezoidal das Trapeze se sai tão bem, pois, com a inclinação do painel frontal, reduz-se significativamente a geração das ondas estacionárias internas e melhora-se o desempenho sónico.

No que respeita ao grande woofer das Trapeze RI, tenha-se em consideração a regra que dita que, à medida que se vai avançando dos agudos para os graves, vai sendo necessário aumentar o diâmetro dos altifalantes. A este propósito, atente-se, por exemplo, na grande dimensão das unidades que compõem qualquer subwoofer. De facto, a produção de graves implica a movimentação de mais ar do que acontece com sons das frequências inferiores.


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