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Audiovector Trapeze Ri

Audiovector Trapeze Ri

João Carlos Anselmo

10 janeiro 2026

O retorno moderno da lenda


A alternativa para obter um grave que desça a frequências mais baixas, digamos, abaixo dos 35 Hz, é, na maior parte das vezes, a utilização conjunta de dois (ou até mais) woofers menores, que, operando em conjunto, conseguem resultados nominalmente idênticos. É isso que acontece em muitas colunas high-end.

Foto 4 Audiovector Trapeze

Ora, sucede que, regra geral, altifalantes com um maior diâmetro têm uma maior excursão (muitas vezes observável à vista desarmada), de forma a poderem mover mais ar do que vários altifalantes menores com a mesma área combinada. É assim que se constata a existência de construtores que defendem que um woofer maior proporciona uma voz mais limpa e distinta nas baixas frequências que gera. Claro que esta solução não é isenta de problemas, mas, nas Trapeze, a Audiovector tomou as medidas necessárias para os resolver, conforme se veio a provar com as audições. Portanto, a volumetria acima do normal das Trapeze resulta em boa parte da escolha da utilização de um woofer de grande dimensão.

Ora, além do formato com lados não paralelos das Trapeze, é também muito importante para elas um outro factor não visível: o alinhamento dos centros acústicos de cada altifalante. A sua colocação precisa contribui para criar as inclinações de 6 dB/oitava entre os altifalantes exigidas pelo crossover. De facto, quanto menos preciso for o posicionamento das várias unidades maior terá que ser a complexidade do desenho dos crossovers. Além disso, o inclinar do painel dianteiro, que acarreta que o mesmo aconteça com os altifalantes nele colocados, beneficia o alinhamento temporal das várias unidades, algo que, recorde-se, constituía um dos princípios fundamentais das colunas da malograda e saudosa Thiel. Deste modo, quer este alinhamento, quer o toe-in que assim constitui uma parte integral do desenho das Trapeze, é alcançado enquanto o resto da coluna permanece paralelo a ambas as paredes de proximidade, a traseira e a lateral.

Foto 5 Audiovector Trapeze

Para além das diferenças estéticas, que são muito mais do que isso, como vimos, são mesmo muito funcionais, as Trapeze apresentam algumas outras características invulgares, que se concentram no painel traseiro, mais concretamente na placa situada na zona inferior, que normalmente alberga os terminais dos cabos de coluna. Esta placa apresenta 4 objectos, pelo que à primeira vista poderia parecer que se trata de um sistema que permite a bicablagem com cabos de coluna; contudo, rapidamente se percebe que não é assim, pois um dos 4 objectos tem um aspecto muito diferente dos outros. Na realidade, estas Trapeze têm apenas um para de terminais para os cabos de ligação, não permitindo, portanto, ser bicabladas. E, no entanto, por debaixo destes dois objectos situa-se um terceiro com um aspecto muito semelhante. Intrigado? Pois a surpresa aumenta, quando se observa que este se encontra marcado com a palavra “Freedom” ! Que será isto? Consultando o manual, percebe-se então: trata-se de um terminal (único) que permite uma ligação à terra. Essa ligação recorre ao sistema Audiovector Freedom, uma tecnologia revolucionária, que tem como objectivo eliminar a distorção e a coloração que se cria naturalmente entre os vários altifalantes da coluna. Ao equilibrar e filtrar esses efeitos indesejáveis através de um filtro separado e dedicado, e ao oferecer a possibilidade da sua ligação à terra, consegue-se, segundo a Audiovector, um som muito mais limpo, exacto e realista, ao mesmo tempo que se obtém um baixíssimo nível de ruído de fundo. Assim, o referido terminal pode ser ligado por um cabo ao terminal de terra da tomada da corrente eléctrica, usando um cabo especial e opcional que a Audiovector disponibiliza, designado por Freedom Grounding. Esta opção não foi testada.

Esta solução aqui utilizada pela Audiovector não é vulgar, mas está longe de ser única, podendo também pode ser encontrada nalguns modelos de topo de outras marcas, como a Fyne Audio e a Tannoy (ao que consta com bons resultados).

Assinale-se finalmente o 4º objecto situado junto aos terminais dos cabos de coluna. É que as Trapeze são das poucas colunas que levam em conta o factor de amortecimento de um amplificador, podendo ser adaptadas a cada caso, colocando para tal um interruptor específico no painel traseiro. Portanto é esse o tal 4° objecto, um botão rotativo dotado de 3 posições, que permite o ajustamento ao factor de amortecimento que é uma característica do amplificador utilizado. A Audiovector chama a isto DFA – Damping Factor Adjustment. Todos os amplificadores são diferentes, explica a Audiovector: alguns têm um alto factor de amortecimento, enquanto outros têm um baixo factor de amortecimento. Assim, o DFA permite ajustar as colunas às características do amplificador, trazendo-nos, adianta, um passo mais próximo do som perfeito. Embora a Audiovector forneça recomendações gerais para amplificadores a válvulas e transístores, é recomendável que se experimente as várias opções até encontrar a que melhor se adeque ao sistema de áudio em causa. Uma vez que qualquer posição do botão pode voltar a ser alterada, não há problema nenhum em fazer essa experiência. As posições são:
Posição 1: Para amplificadores a transístores com factor de amortecimento médio.
Posição 2: Para amplificadores a transístores de alta potência com um alto factor de amortecimento.
Posição 3: Para amplificadores a válvulas com um baixo factor de amortecimento
O alternar entre as três configurações faz mudar um pouco a sonoridade das colunas, conforme a opção escolhida, fazendo com que soem ora um pouco mais arredondadas e mais ricas, ora mais directas e vigorosas.

Foto 6 Audiovector Trapeze

A caixa das Trapeze Reimagined é duplamente dissociada do chão por um sistema complexo, com um plinto de alumínio de duas camadas, que usa bolas de aço carbono entre as duas camadas. O conjunto é acoplado ao chão através de spikes colocados sobre discos de protecção do piso, uns e outros fazendo parte do conjunto que acompanha as colunas. A Audiovector fornece ainda um conjunto de spikes plásticos.

As Trapeze têm uma sensibilidade de 88 dB/W/m e uma impedância nominal de 8 ohm (com um mínimo de 6,5 ohm a 20 kHz). Este tipo de características não deve constituir um problema para praticamente nenhum amplificador comparável de boa qualidade, incluindo a maioria dos que contam com válvulas.

A Audiovector refere que na maioria dos casos, ao procurar o posicionamento ideal para as Trapeze não será necessário inclinar as colunas para dentro (toe-in), pois esta inclinação já vem incorporada no design das colunas.

As Trapeze RI estão disponíveis em varias opções de acabamento: carvalho nórdico, freixo preto, nogueira italiana e seda branca, além de uma ampla gama de lacas personalizáveis.


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