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Cabo Ethernet ChordMusic Streaming

Cabo Ethernet ChordMusic Streaming

Jorge Gonçalves

28 abril 2026

Um elo (link) directo para a música.


Audições


O ChordMusic Streaming foi inserido no meu sistema habitual, formado pelo conjunto de electrónica Inspiration 1.0, da Constellation, tendo como fonte digital o Roon Nucleus Plus, alimentado pela fonte de alimentação Ferrum Hypsos, com o iFi Audio Pro iDSD como descodificador D/A e renderer de MQA (descodificação completa); e ainda o leitor de CD Accuphase DP-85, ligado ao mesmo conversor D/A da iFi Audio. No domínio analógico brilhava o gira-discos Basis com braço SME V Gold e cabeça Air Tight PC1 Supreme, sendo o prévio de gira-discos o Nagra CLASSIC Phono. As colunas eram as Diptyque DP 140MkII, mais tarde substituídas pelas QUAD ESL 63, e os cabos de interconexão eram predominantemente da gama Select, da Kimber, com o AudioQuest Thunderbird ligado entre o iFi Audio Pro DSD e o prévio da Constellation. Na alimentação de sector pontuava a régua Vibex Granada Platinum, à qual ligavam todos os equipamentos electrónicos em uso, sendo o amplificador de potência da Constellation alimentado através do cabo Tiglon TPL-2000A. A primeira posição em que o inseri correspondeu à ligação entre o Silent Power LAN iPurifier Pro e o Roon Nucleus Plus, substituindo assim o cabo AudioQuest Cinnamon. Em alternativa, liguei-o depois entre a saída do router e o Silent Power LAN iPurifier Pro, mantendo o AudioQuest Cinnamon entre o Silent Power LAN iPurifier Pro e o Roon Nucleus Plus. Para além deste cabo, a comparação teve ainda lugar com um cabo CAT 8, a especificação mais elevada utilizada nas ligações de rede.

Foto 3 Chord Music

A diferença entre o ChordMusic Streaming e praticamente qualquer dos outros dois cabos precisa de ser ouvida para ser acreditada. Tinha ali na minha frente algo de notável em termos de desempenho. Começo por destacar os resultados que obtive na audição da peça orquestral Marte, a obra de abertura pertencente ao conjunto Os Planetas, de Holst, com Zubin Mehta a dirigir a Filarmónica de Los Angeles. Tentando resumir aquilo que ouvi com o cabo CAT8, diria que o som me parecia, sem profundidade nem extensão lateral, e pouco inspirado, não causando grande emoção. As secções de metais e cordas competiam entre si, e ambos os lados perdiam e a maior parte da orquestra está espacialmente misturada, com todos os instrumentos no mesmo plano de profundidade. Numa palavra, soava confuso, musicalmente pouco gratificante e foi quase um alívio chegar ao fim. Com o cabo da Audioquest a situação mudou de maneira sensível quer em termos espaciais quer no que se referia à identificação dos vários instrumentos.

Entrou o Music Streaming e assisti a uma transformação para a qual me até pensava que estava preparado mas tive que reconhecer que fui surpreendido. Entraram em jogo em simultâneo a sensação de arejamento e a intriga, e o drama da peça tornou-se palpável. Passei a ouvir detalhes dos quais não me tinha apercebido, tais como as batidas das baquetas do tímpano que variam o timbre do som emitido, a forma como o gongo chinês cresce e diminui por trás da orquestra e assim por diante. E alguns truques de gravação dinâmica tornam-se bastante óbvios, como era o caso do limitador ou dos compressores que entram em acção periodicamente para manter toda a amplitude orquestral dentro dos limites dos gravadores de fita da época (a captação teve lugar em 1971). Pode parecer estranho, mas o Music Streaming até parecia que soar como o mais «analógico» de todos, apagando os mais pequenos vestígios do que estamos habituados a associar ao considerar digital. É possível ouvir as mínimas mudanças de tempo entre os músicos, onde Mehta parece ter relaxado a sua técnica deliberadamente ou não entre as secções da orquestra. Com o Musica Streaming quase que senti que estava a ouvir esta peça pela primeira vez, e com ela a obra no seu todo – aliás, ouvi mesmo o conjunto das sete peças até ao fim. O que mais impressionou foi talvez como esta obra que já várias vezes ouvi, nos mais diversos suportes, ainda tem a capacidade de criar uma sensação de ameaça e inspirar admiração, quando reinterpretada no contexto de um sistema digital optimizado.

Foto 4 Chord Music

Apenas para finalizar e porque me será sempre difícil fugir à minha área musical favorita, o jazz, menciono agora a audição de Stardust, interpretada por John Coltrane acompanhado por alguns dos nomes mais importantes dos finais da década de cinquenta – Red Garland, no piano, Freddie Hubbard no trompete, Jimmy Cobb, na bateria, Paul Chambers no contrabaixo e mais alguns outros. Esta é uma peça de que gosto muito, com um conteúdo quase romântico e a mestria habitual de Coltrane e de que o Miguel Marques me encontrou uma versão especial recentemente. O quase solo de Red Garland no piano perto do final soa mesmo majestoso, imponente, fazendo na parte final um belíssimo contraponto com o trompete de Freddie Hubbard. Uma verdadeira delícia de ouvir que quase nos leva ao Ronnie Scotts dos velhos tempos.


Conclusão

O ChordMusic Streaming tem como grande virtude eliminar a maioria dos chamados «vícios característico» do áudio digital ponto de lado qualquer ruído de radiofrequência que se possa imiscuir no sinal de áudio conseguindo, ao mesmo tempo, preservar a reprodução mais autêntica da música até à data, actuando quase como um transmissor de sinal analógico para um DAC que assim até parece que não precisa de fazer nada. Só é pena que tudo isto saia a um preço (muito) pouco abordável…


Cabo Ethernet ChordMusic Streaming
Preço         6 299 € para o comprimento de 1 m; 2 199 € por cada metro a mais.
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