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Eversolo T8 e DAC-Z10

Eversolo T8 e DAC-Z10

Miguel Marques

27 fevereiro 2026

Uma parelha que pede meças a muitas propostas de altos pergaminhos.


DAC-Z10


Eversolo T8+DAC-Z10_Foto 7

Debrucemo-nos então agora sobre o DAC-Z10, de aqui em diante apenas Z10, que talvez muitos vejam como um DAC, mas que é também um (excelente) pré-amplificador e um amplificador de auscultadores. A secção digital conta com dois chips AKM (AK4191 + AK4499), um por canal, e o Z10 apresenta uma arquitectura completamente balanceada ao longo de todo o circuito (o que a marca confirmou por e-mail, porque nestes assuntos é sempre difícil separar o departamento de marketing do departamento de engenharia) e com até +10 dB de ganho. Com separação total entre a parte digital e analógica, este Z10 tem ainda três transformadores lineares, um para o lado esquerdo, outro para o lado direito e outro para o que chama de «system power», o que assumo ser toda a componente digital para controlar o Z10, tecnologia PLL (Phased-Locked Loop) para as entradas digitais síncronas (leia-se, não USB) e FPGA, sendo ainda possível ligar um relógio externo, prática contra a qual tenho as minhas reservas, não só porque os relógios presentes no Z10 são já excelentes, mas também porque os relógios dos DACs se querem o mais perto possível de conversão D/A…

Eversolo T8+DAC-Z10_Foto 8

Continuando, como entradas podemos contar com entradas analógicas RCA e XLR (uma de cada), quatro entradas digitais S-PDIF (duas coaxiais e duas ópticas), uma AES/EBU, uma IIS (novamente, 8 pins), uma USB e uma HDMI (Arc ou eArc, regulável no menu) - as especificações destas entradas são exactamente iguais às das saídas do T8, DSD512 nativo e PCM 32 bit 768 kHz para USB e IIS, DSD64 DoP e PCM 24 bit 192 kHz para as restantes (mas sem DSD64 DoP para a entrada HDMI). Já saídas, temos duas saídas analógicas (RCA e XLR) e uma saída de auscultadores de 6.35mm, que detecta automaticamente a impedância e o ganho dos auscultadores, fazendo os ajustes necessários, e que me parece ter ganho / potência mais do que suficiente para a maioria (mas não todos) dos auscultadores no mercado. O Z10 conta ainda com Bluetooth, que serve não apenas para áudio (com o meu tablet permitiu usar LDAC), mas também para usar a aplicação da Eversolo, dado a ausência de Wi-Fi ou entrada de rede. No (gigantesco) mostrador é possível escolher várias apresentações, algumas muito bonitas, outras nem tanto, a intensidade da luminosidade ou até mesmo a cor do botão de volume… Com o fundo do mostrador em preto e letras em branco, a mostrar em três partes iguais entrada, saída e volume, e com o T8 com o fundo em branco, ficamos com a sensação de que finalmente a alta-fidelidade chegou ao século XXI. É possível ainda escolher se queremos regulação do relógio interno por FPGA, o balanço entre canais, a polaridade das saídas XLR, escolher entre diversos filtros (sempre com diferenças muitos subtis, diga-se), assim como inúmeras escolhas para o ecrã.

Eversolo T8+DAC-Z10_Foto 9

Já na secção analógica, a Eversolo apresenta o mesmo circuito do A8 e do A10, um pré-amplificador completamente balanceado com um controlo de volume R2R, o meu método preferido de regular o volume, de todos os que experimentei até agora, sendo possível regular o volume em passos de 0,5 dB, 1 dB, 2 dB ou 3 dB. E começo por aqui a minha análise ao Z10, por um aspecto mais de utilização / conforto, porque não serve de muito um produto soar bem se depois tem problemas no seu uso… (e infelizmente poucas análises de alta-fidelidade se focam neste aspecto). Ora, regular o volume no Z10 é um prazer - não só porque o sistema R2R funciona muito bem, com passos precisos de meio dB (a minha escolha), como o ecrã do Z10 mostra de forma bem grande o ponto do volume em que estamos em escala negativa de dB. Para além disso, o controlo remoto é uma verdadeira masterclass, de fazer corar produtos muito mais caros - pequeno, leve, muito bonito, muito, mas mesmo muito, ergonómico, com poucas e simples teclas (e fáceis de premir!), nunca é uma luta regular o volume com o Z10, e já tive a minha dose de lutas desta natureza, mesmo em produtos caros e de excelente qualidade sonora - o remoto do A6 é também muito simples e ergonómico, mas de plástico e muito mais rudimentar que este. É portanto possível num produto acessível apresentar um comando de alta qualidade, e esperemos que, tal como aconteceu com os ecrãs, outras marcas tomem nota e copiem. É importante também aqui referir que o sistema de resistências do volume do Z10, tal como no A8 e no A10, produz um barulho audível quando se fazem ajustes de volume, que se torna quase inaudível com música a tocar, e que não me incomoda (até gosto!) mas que poderá incomodar outras pessoas. Fica a nota. E fica também a nota que os dois produtos têm controlos remotos iguais, mudando apenas a cor da tecla de standby (vermelha no caso do T8, verde no caso do Z10), e funcionam ambos simultaneamente sem nenhum problema.

Eversolo T8+DAC-Z10_Foto 10

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