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Teac VRDS-701

Teac VRDS-701

Leonel Garcia Marques

15 fevereiro 2026

A mecânica do silêncio é um dos maiores argumentos do novo leitor de CD/DAC da TEAC.


Se alguma vez, algum leitor inferiu da minha defesa dos sistemas por componentes e, ou da minha preferência por conversores digitais (DACs) dedicados, a ideia de que seria uma boa ideia, poupar no leitor de CD, combinando um leitor de CD de nível inferior com saída digital com um DAC de alta qualidade, peço desculpa. As soluções económicas são sempre atrativas, mas nem sempre audiofilamente sensatas. Isto porque apesar de se poder defender que o conversor é a alma de um sistema Hi-Fi digital, o transporte também conta e muito.

Foto 1 Teac VRDS-701

De facto, a teoria de que “bits são bits” e qualquer transporte digital é funcionalmente equivalente, desde que os dados sejam corretamente lidos é uma hipersimplificação da realidade. Qualquer sistema que envolva a leitura de discos digitais é um sistema eletromecânico que funciona em tempo real e que deve não só acompanhar continuamente um disco em rotação, mas também corrigir a excentricidade e a deformação decorrentes dessa rotação, gerir os servomecanismos de focagem e seguimento, e recuperar um fluxo de áudio, temporizado o mais precisamente possível, enquanto corrige activamente erros de leitura. O disco em si é um objeto vibrante, o motor é uma fonte de vibração e o sensor óptico é um dispositivo altamente sensível. Por outras palavras, o transporte faz parte do mundo analógico. Daí, a importância crucial de um transporte digital competente.
Vem este arrazoado a propósito do presente teste, o teste do novo leitor de CD da TEAC, o VRDS-71 e da sua tecnologia de transporte.
A tecnologia VRDS (Vibration-Free Rigid Disc-Clamping System) é usada nos leitores da Esoteric. E verificar tal utilização não é de somenos, a Esoteric é uma sucursal especializada da TEAC que pode ser considerada uma referência absoluta em termos de leitores de CD e SACD. E a Esoteric dedicou um cuidado extremo aos problemas do transporte digital através do controlo físico do disco enquanto elemento mecânico rotativo. O CD é fixado a um prato de alumínio com o mesmo diâmetro, aumentando a massa inercial, estabilizando a rotação e reduzindo deformações. Este controlo mecânico permite melhorar a precisão do eixo ótico relativo entre o laser e a superfície do disco, minimizando simultaneamente a atividade dos servomecanismos. O TEAC 701 não usa as versões avançadas da tecnologia VRDS como a NEO ou a ATLAS, usadas em leitores da Esoteric como o Grandioso, mas representa claramente uma derivação (um trickled-down) dessas tecnologias. Além disso também utiliza um DAC proprietário de design avançado também derivado dos encontrados nos leitores da Esoteric, um ΔΣ (Delta-Sigma) DAC que incorpora os algoritmos proprietários da marca num circuito discreto. Mas chega de introdução ao teste, propriamente dito.


Descrição


O VRDS-701 é um leitor de CD maciço, construído quase como um amplificador. A caixa composta por um chassis único é de alumínio escovado, na cor natural ou em negro, e a semelhança a um amplificador vai ao ponto de ter painéis laterais canelados semelhantes a dissipadores de calor e pegas de calha - o VRDS-701 tem o aspeto de que quer ser levado a sério, robusto e totalmente profissional, a qualidade dos materiais e o nível de acabamento assim o sugerem. As dimensões do leitor são: 444 (L) × 111 (A) × 333 (P) mm (incluindo protuberâncias) e peso é de 11,8 kg. A bandeja do disco carrega relativamente devagar, mas é suave e silenciosa, o que só lhe empresta maior aura de precisão. Aliás, de uma forma geral, interagir fisicamente com o VRDS-701 sabe muito bem.

Foto 2 Teac VRDS-701

O painel frontal apresenta, logo a seguir à pega esquerda, o logo da marca e um interruptor de alavanca para ligar / desligar, a bandeja de carregamento e uma pequena tecla que a controla, e um mostrador que indica a faixa, o tempo de reprodução e indicadores de estado (ex.: “NO DISC”, “PLAY”, etc.). Por baixo do mostrador, encontram-se uma saída de 6,3mm para auscultadores, e dois botões, um de volume, outro para mudar de faixa e seleccionar o menu. Finalmente, antes da pega direita, estão 6 pequenas teclas para as funções Stop, Play, Pause, Menu, Source e Play Mode. No painel traseiro apresenta saídas balanceadas (XLR), single-ended (RCA) e ainda uma entrada BNC para um clock externo de 10 MHz, e também entradas digitais (para a utilizar a função de DAC) USB-C, coaxial e Toslink (SPDIF) e dois jacks de 3,5 mm para entrada de trigger de 12 V a partir de um outro equipamento do sistema ou saída para controlo externo, bem como uma porta RS-232C – para integração com outros equipamentos da marca e sistemas de controlo externo.
A arquitetura do VRDS-701 assenta nos seguintes elementos-chave: o Transporte VRDS com fixação rígida do disco e montagem semiflutuante (que já referimos), um DAC delta-sigma discreto de 32 bits, baseado em FPGA, em configuração dual-mono, entrada USB-C para ligação a computador (que exige a instalação de um driver ASIO para Windows) com suporte até 384 kHz / 32 bits PCM e DSD 22,5 MHz, dois relógios internos dedicados às famílias de 44,1 kHz e 48 kHz, entrada para relógio externo de 10 MHz, upsampling seleccionável no menu (2×, 4× e 8×), estágio de saída com buffers HCLD e controlo de volume QVCS, amplificador de auscultadores dedicado e descodificação MQA.

Foto 3 Teac VRDS-701

As principais características técnicas do VDRS-701 são:
Frequência de resposta de 5 Hz até 80 kHz (+1 dB, –6 dB), relação sinal/ruído de108 dB (ponderação A, 1 kHz), distorção harmónica total de 0,002% (sinal de 1 kHz,  filtro passa-banda de 20 Hz até 20 kHz),
Saídas analógicas: nível máximo de saída – 2 Vrms (1kHz, 10 kΩ volume na posição fixa de 0dB), 4 Vrms (1kHz, 10kΩ, volume na posição fixa de +6dB), 12 Vrms (1kHz, 10kΩ, volume na posição variável). Impedância de saída: 220 Ω (XLR), 180 Ω (RCA).
Saída para auscultadores: nível máximo de saída 500mW + 500mW (carga de 32 Ω)
Ligações digitais, formatos aceites: USB – PCM 16 / 24 / 32 bits, 44,1 / 48 / 88,2 / 96 / 176,4 / 192 / 352,8 e 384 kHz; DSD – 2,8 / 5,6 / 11,2 e 22,5MHz; SPDIF – PCM 16 / 24 bits, 32 / 44,1 / 48 / 88,2 / 96 / 176,4 e 192 kHz; DSD 2,8 MHz. Impedância de 75 Ω.
O comando incluído é uma peça pesada de plástico e alumínio com uma série de teclas muito semelhantes, exigindo alguma atenção para selecionar a função certa.


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