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Rotel Michi Q5

Rotel Michi Q5

João Zeferino

1 fevereiro 2026

Maturidade digital


Introdução

Quando, em 2020, tive o primeiro contacto com produtos da então recém-lançada linha Michi, fiquei convencido que a Rotel tinha no renascer do nome Michi uma aposta ganha e que iria permitir à marca japonesa posicionar-se num mercado de um segmento superior, apostando no desenvolvimento de produtos a apontar claramente aos seus congéneres do segmento high-end, mas a um preço realista e ao alcance de um muito maior número de potenciais clientes.

Foto 1 Rotel Michi Q5

O sucesso da linha Michi levou a Rotel a apostar depois numa diversificação de modelos, tendo inclusive já lançado versões S2 dos modelos originais, dos quais tive recentemente o prazer de ouvir o amplificador integrado X3 S2, que tão boas impressões me deixou e que partilhei com os leitores da Audio & Cinema em Casa, aqui:

Teste Rotel Michi X3 S2


Surgiu agora a oportunidade de ter no meu sistema o Transporte de CD DAC Michi Q5, uma máquina que se apresenta com um conjunto de predicados que a colocam num segmento superior ainda que o preço não ultrapasse os 6000 €, não exactamente barato, mas ainda assim muito longe dos valores que habitualmente associamos a leitores digitais de topo de gama.


Descrição


Não deixa de ser curiosa a designação dada pela Rotel (Transport DAC) para descrever o que é, para todos os efeitos práticos, um leitor de CD. Possivelmente a marca quis enfatizar o facto do Q5 poder ser visto com um conversor de alta qualidade para a ligação de transportes digitais externos, eventualmente até um futuro streamer da linha Michi, com a faculdade extra de estar equipado com um mecanismo de leitura de CD próprio.

Partindo do que parece ser o chassis do amplificador X3 S2, claramente sobredimensionado para a função, mas que permite um óptimo controlo de vibrações nefastas para além de oferecer uma construção de inegável robustez e que parece ter sido pensado para durar toda uma vida.

Foto 2 Rotel Michi Q5

O painel frontal é dominado por um mostrador central, com o interruptor imediatamente abaixo deste, sem mais nenhum controlo físico acessível. Os botões físicos de controlo básico do transporte de CD estão escondidos imediatamente por debaixo do canto inferior direito, onde se pode ver, a custo, a legendagem das respectivas funções. É uma solução pouco prática, embora de inegável apelo estético. Vale-nos o controlo remoto.
O Michi Q5 apresenta um mecanismo de carregamento superior de CD construído em alumínio CNC, garantindo durabilidade e um visual elegante e moderno. O mecanismo de CD está montado num conjunto de molas flutuantes para reduzir as vibrações indesejadas e isolar fisicamente o motor dos circuitos electrónicos mais sensíveis. A cisterna que recebe o disco é iluminada por um conjunto de LEDs brancos sempre que é retirada a pesada tampa de acesso ao mecanismo de leitura laser. Este design não só melhora o apelo estético da máquina como também fornece uma plataforma de leitura de CD’s estável e precisa.

Foto 3 Rotel Michi Q5

A conversão D/A está a cargo do conceituado DAC ESS ES9028PRO. Este DAC de 8 canais realiza a conversão do sinal digital para analógico dedicando 4 canais para cada um dos canais. De acordo com as informações da Rotel, a redundância de processamento de sinal de 4 vezes do DAC ESS Sabre extrai detalhes adicionais de áudio ocultos na gravação, apresentados num palco sonoro expansivo. O design de circuito totalmente balanceado proporciona precisão com um nível de ruído extremamente baixo nas saídas analógicas XLR e RCA, para uma reprodução de som cristalina com distorção mínima. O áudio de CD também está disponível através de conectores coaxiais e ópticos Toslink, permitindo que o Q5 funcione como um transporte de CD dedicado.

Os transformadores toroidais duplos, fabricados internamente, isolam as fontes de alimentação de tensão dos circuitos digitais e analógicos, reduzindo significativamente o ruído e as interferências. Além disso, a tensão e a corrente do motor da unidade de CD são isoladas electricamente dos sinais de áudio, garantindo a manutenção da qualidade e pureza do som e evitando que o ruído electrónico do motor interfira nos sinais de áudio sensíveis.

Para além da função de leitor de CD, o Q5 apresenta uma vasta gama de entradas de áudio, incluindo PC-USB (até 32 bits/384 kHz) com suporte MQA e DSD 4X, e entradas coaxiais e ópticas de 24 bits/192 kHz, tornando-o compatível como DAC para todas as fontes digitais que lhe forem ligadas.

Foto 4 Rotel Michi Q5

O elegante painel frontal é isento de elementos desnecessários, condizente com um produto Michi, apresentando um ecrã TFT a cores capaz de exibir as capas dos álbuns de CD, desde que ligado à net, melhorando a experiência auditiva com apelo visual. As portas RS232 e Ethernet proporcionam uma integração com todos os sistemas de automação populares.


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