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Musical Fidelity Nu-Vista 800.2

Musical Fidelity Nu-Vista 800.2

Miguel Marques

20 janeiro 2026

Uma «pérola escondida» do mundo da alta-fidelidade.


A Musical Fidelity, marca inglesa sobejamente conhecida de todos, conta no seu portfólio com a gama Nu-Vista, baseada nas válvulas Nuvistor, um tipo de válvula que surgiu no final da década de 50 do ano passado (e sobre a qual pode ler mais no link em baixo) e que apresenta algumas vantagens face às válvulas convencionais (maior longevidade, maior fiabilidade, menos ruído) - se é raro deparar-se com estas válvulas, é porque quando surgiram já o transístor se impunha com força e acabaram por nunca conseguir vencer, história que me fez lembrar um pouco a história do SACD, que acabou por ser derrotado, primeiro pela pirataria, depois pelo iTunes e finalmente pelo streaming, acabando por nunca conseguir atingir o mesmo sucesso que o CD convencional.

História das válvulas Nuvistor

Foto 1 MF Nuvista 800_2

Desta gama fazem parte muitos produtos, de prévios fono a DACs, prévios e amplificadores de potência separados, assim como dois integrados - o 600.2 e o 800.2. Aqui, para teste, temos o 800.2, sucessor do 800, como o nome indica, e o integrado mais caro produzido pela Musical Fidelity, actualmente. Este integrado conta com um circuito completamente analógico, um prévio a válvulas com duas Nuvistor 7586 por canal, dois amplificadores de potência (ambos em modo duplo mono), quatro entradas RCA e uma XLR, e uma potência de 300 W a 8 Ohms, 500 W a 4 ohms e 1000 W a 2 ohms.

A primeira impressão sente-se logo de forma rápida - o 800.2 pesa 40 kg… Não é portanto uma peça para se andar e trocar de lugar a toda a hora! Para além do peso substancial, o 800.2 tem um aspecto muito industrial, com linhas simples e elegantes, mas não propriamente deslumbrantes. O novo mostrador tem vários modos, alguns deles muito bonitos mas sempre dentro de uma estética moderna mas austera. O controlo remoto é tão substancial quanto o amplificador - simples e bonito mas grande e pesado, cumprindo todas as funções que se pedem a um remoto e é um prazer ver um amplificador deste preço ser acompanhado por um comando que faz jus ao mesmo, o que muitas vezes não acontece.

Foto 2 MF Nuvista 800_2

Quando ligamos o amplificador, a iluminação em torno das válvulas brilha primeiro com uma luz vermelha, que depois passa a amarela e finalmente a azul, ao fim de uns vinte minutos, quando as válvulas já aqueceram. Acompanhado por um dCS Lina DAC X, ligado por um cabo de interconexão XLR Kimber KS-1130, e por umas Dyptique DP 140MkII com cabos Kimber Select KS-3035, com a música a ser servida pelo MinimServer, componentes um pouco mais caros que o 800.2 e que foram um excelente teste para ver se o 800.2 se aguenta neste campeonato (spoiler alert, aguenta e muito bem). Fica uma pequena nota para a robustez dos terminais de coluna, duplicados em cada canal, embora as arestas dos bornes de aperto possam não ser muito amáveis para dedos mais sensíveis.

Comecei então as minhas escutas com o meu disco de referência, Where Are You? (1957, DR10, Pico -0,10 dB, 24/88,2), de Frank Sinatra, na versão SACD da Mobile Fidelity convertida para PCM (existe também uma versão Redbook CD, que soa exactamente igual). Sendo certo que a Mobile Fidelity nem sempre acerta nas suas edições, neste Where Are You? (mérito de Rob LoVerde) fica bem provada a importância de uma boa masterização, porque esta versão soa infinitamente superior, mesmo em formato CD, às versões de alta resolução que povoam os serviços de streaming. E o 800.2 teve uma prestação soberba, a justificar plenamente o seu preço, com uma reprodução exemplar dos timbres das cordas e da inesquecível voz de Sinatra - num pequeno aparte musical, que pena é que Sinatra não tenha gravado mais discos com orquestra clássica (leia-se: cordas), que fazem muito mais justiça à sua voz que a estridência inevitável dos (muitos) metais das big bands de jazz. Também a apresentação espacial é irrepreensível, com os instrumentos colocados de forma muito precisa e com excelente balanço entre separação e coesão, e com as cordas a nunca se sobreporem à voz de Sinatra (o final de Laura ou de Lonely Town são excelentes exemplos disso mesmo) - mérito também da gravação e da masterização, claro. A componente emocional, que nunca devemos descurar num sistema e que é essencial num disco melancólico e romântico como este, está também completamente assegurada - apesar do som do 800.2 não ser particularmente colorido, em nenhum momento senti que este integrado soasse frio ou analítico, o que foi particularmente notório na sentimental balada There’s no You.

Foto 4 MF Nuvista 800_2

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