Banner LG OLED  Audio Cinema 17-07-25
Sarte Audio Out 2025
Banner vertical Imac 30-04-25
Banner Exaudio 19-08-25
Banner vertical Ultimate Fever 24
Banner vertical Imac 30-04-25
Banner Imacustica horizontal  30-04-25
Banner horiz Ultimate_20-03-25
Banner Logical Design_26 Jun 24

AVID Relveo/Altus v2

AVID Relveo/Altus v2

Jorge Gonçalves

7 fevereiro 2026

Uma fonte analógica de grande Relevo


Audições

Depois de cuidadosamente montado e alinhado, o que me tomou algum tempo, como já mencionei, o Relveo foi inserido no meu sistema habitual, formado pelo conjunto de electrónica Inspiration 1.0, da Constellation, tendo como fonte digital o Roon Nucleus Plus, alimentado pela fonte de alimentação Ferrum Hypsos, com o iFi Audio Pro iDSD como descodificador D/A e renderer de MQA (descodificação completa); e ainda o leitor de CD Accuphase DP-85, ligado ao mesmo conversor D/A da iFi Audio. O gira-discos da AVID substituiu então o meu sistema analógico onde normalmente brilha o gira-discos Basis com braço SME V Gold e cabeça Air Tight PC1 Supreme, mantendo-se então o prévio de gira-discos o Nagra CLASSIC Phono com a resistência de entrada igual ao valor que tinha para a PC1 Supreme, ou seja, 470 ohm. As colunas eram as Diptyque DP 140MkII, e os cabos de interconexão eram predominantemente da gama Select, da Kimber, com o AudioQuest Thunderbird ligado entre o iFi Audio Pro DSD e o prévio da Constellation. Na alimentação de sector pontuava a régua Vibex Granada Platinum, à qual ligavam todos os equipamentos electrónicos em uso, sendo o amplificador de potência da Constellation alimentado através do cabo Tiglon TPL-2000A. O Silent Power LAN iPurifier Pro, acompanhado pelo cabo de Ethernet AudioQuest Cinnamon, tomou conta das ligações à Internet.
5

Foto 5 Avid Relveo

Com tudo afinado e calibrado e depois de ter já ouvido uma boa colecção de discos que conheço bem, resolvi «atirar-me de cabeça» algumas obras que sei que exigem que a fonte utilizada esteja à sua altura.
E uma delas foi, nada mais nada menos que a famosa entrada da 2.ª Sinfonia de Mahler, com Zubin Mehta a dirigir a Filarmónica de Viena e com Cotrubas como soprano, a qual soou sumptuosa, imponente, plena de energia. Aliás, toda esta obra vive de um conjunto de arroubos dinâmicos entre cordas e percussão que põem à prova as melhores fontes. A peça inicial do segundo disco, lado 1, tem um momento em que os diálogos entre cordas em pizzicatto e os metais de adquire mesmo uma beleza quase perfumada! E esta obra que pode ser uma verdadeira «Ressurreição» do analógico para os que duvidam da qualidade das fontes que usam discos de vinilo e dos mesmos, termina mesmo de forma soberba com a presença da maviosa voz de Cotrubas. Não foram muitas as vezes que eu já ouvi estes dois LPs de uma só penada e isso aconteceu com o conjunto Relveo+Altus v2, o que diz muito em seu abono.

Foto 6 Avid Relveo

O LP Art Pepper + Eleven é um notável trabalho de estúdio e qualidade de prensagem da Analogue Productions, que tem vindo a fazer obra de grande relevo na recuperação e relançamento de algumas obras icónicas – para os que não têm uma memória tão longa, recordo que foi a Audio que trouxe para Portugal os primeiros discos de vinilo desta editora, já lá vão mais de 30 anos. O vinilo usado é de qualidade HD180 e a superfície do disco está perfeitamente limpa, sem qualquer ruído de fundo, nem cliques nem plops que alguns tanto criticam – vão a um concerto ao vivo e terão então que mandar calar todos os que estão a tossir em tantos momentos inoportunos. A dinâmica é assoberbante, em especial na faixa Bernie’s Tune, a qual foi muito utilizada nos anos sessenta nos círculos de jazz moderno em «jamming sessions», ao mesmo tempo que os silêncios e os tempos de sustentação das notas nos deixam de boca aberta. No global, este disco contém 12 faixas seleccionadas de entre as grandes músicas de jazz do final dos anos cinquenta interpretadas por Art e mais 11 músicos, daí a razão do seu título.

Foto 7 Avid Relveo

Ascenseur pour l’Echafaud, de Miles Davis, é mais uma das obras mais mencionadas no domínio do jaz e para mim é como que um poema musical de alta densidade dramática, principalmente na penúltima faixa do lado 1 – Visite du Vigile. É quase escalafriante ouvir Miles com o trompete equipado com a tampa, acompanhado pelo piano e pelo contrabaixo, criando como que uma fundação sólida e ampla para o tema musical, conseguindo tudo isto à custa de um número mínimo da notas musicais. Este conceito requintado coloca grandes exigências à fonte reprodutora mas o Relveo esteve perfeitamente à altura e encheu a minha sala de música tão plena mente como se estivesse a reproduzir uma orquestra sinfónica.
Já referi por mais que uma vez o LP Smoke & Mirrors , uma oferta do Louis Desjardins, da Kronos, durante o último show de Munique.  Na primeira faixa do lado 1 (Vanish) temos, a começar, um belíssimo e quase etéreo som de percussão e glockenspiel, posteriormente acompanhados pelo piano que cria como que um contraponto e daí resulta um jogo de harmonias belíssimo de seguir, como se estivéssemos a ver um quadro a ser pintado, como todas as nuances do pincel e as tonalidades da cor a encherem os nossos olhos (e ouvidos, se tal se pode dizer).
E a festa ia tão boa que resolvi reouvir um dos meus LPs favoritos dos velhos temos e tão utilizado em muitos testes publicados na Audio. Trata-se de King’s Galliard, Irish Folk Music, da Opus 3. E gostei especialmente do modo como foi reproduzida a última faixa do lado 1 – Stars of Munster. Um encantamento, é a única palavra que descreve de uma maneira breve a audição desta bela peça musical – são 3 minutos que passam num ápice, tal o verdadeiro gozo que nos invade ao ouvir este belo trabalho de música gaélica quando reproduzido pelo Relveo/Altus/Shelter 902 III. Já na faixa The Hunters Ruse, as «colheres de pau» (são mesmo utilizadas duas colheres de madeira como instrumentos de percussão!) apareceram-me bem afastadas da coluna do lado esquerdo, numa excelente demonstração das capacidades de reprodução espacial desta fonte analógica.

Foto 8 Avid Relveo

Conclusão

O Relveo é um gira-discos que mostra até que ponto têm evoluído os conceitos desenvolvidos por Conrad Mas e pela Avid para controlarem os mais pequenos detalhes de reprodução de um disco de vinilo. Ao deixar de lado a suspensão por molas tornou a afinação daquela quase desnecessária e o braço Altus v2 incorpora igualmente um inovador sistema de controlo do anti-skating que quando devidamente afinado permite que a agulha percorra os sulcos de um disco quase como se não se desse por ela. Foi muito interessante dialogar com Conrad Mas (e aprendi mais algumas coisas sobre o funcionamento de uma fonte analógica) sobre os diversos aspectos do funcionamento desta bela fonte para discos de vinilo e deixo aqui igualmente um louvor para a cabeça Shelter 901 MkIII que combinou de maneira perfeita com o braço e o gira-discos. Tive comigo por um bom período de tempo uma verdadeira combinação «de estalo».

Gira-discos AVID Relveo/Altus v2
Preço         8 995 €
Cabeça Shelter 901 MkIII
Preço         2 367 €
Contacto   Exaudio

Ajasom marcas 25-02-23
Banner Masimo_Marantz_Abril 2024

Conteúdo

Outros conteúdos

Banner TCL_Jun 2024
B&W Signature 800
Marantz MODEL 10
Banner vertical Imac 30-04-25