
Uma reportagem bem abrangente
Teve lugar entre os dias 10, 11 e 12 de Abril a edição de 2026 do Hi-Fi Show. Vou aqui tentar descrever o que me foi possível ver ao longo dos 2 dias porque lá passei. Se ao longo desta reportagem falhar ao não mencionar alguma presença ficam aqui as minhas desculpas mas há que reconhecer que sou culpado apenas em parte – então não é que no site do evento não existe nenhuma informação com a lista de todas as empresas presentes e na entrada não havia aquilo que costuma existir em praticamente todos os shows, um guia com a lista de todos os expositores! Assim não facilitam o trabalho de que queira ser rigoroso na descrição que quem lá estava e do que tinha levado consigo…
E reconheço que, pelo menos no sábado, o interesse do público visitante está bem vivo. E isto apesar de muitos deles se me terem dirigido lamentando as condições acústicas das salas, não só em termos da transmissão de som de umas para as outras (e para os que estavam no meio de duas salas então por vezes ouvir música era quase um suplício) como pelo formato tipo «corredor» da maioria delas, o que não ajudava nada à acústica. As salas maiores tinham realmente mais espaço e melhor isolamento acústico mas é quase impossível um sistema de áudio conseguir tocar bem dentre de uma sala de 200 m2 com formato quase quadrado. As condições ideais não existem, como todos sabemos, mas dava jeito melhorar as existentes, o que um ou outro expositor fez em termos de correcção acústica através de painéis, mas essas foram raras excepções.
Mas vamos ao que interessa – uma resenha fotográfica do que foi possível ver e ouvir, sem uma ordem perfeitamente definida. Em face do que atrás ficou descrito, vou eximir-me de fazer comentários sobre a qualidade sonora dos sistemas em demonstração, salvo uma ou outra pequena nota quando tal se torne necessário para melhor se entender o contexto. Como principal inovação destaco desde já a inclusão nas legendas de links para os distribuidores e lojas presentes

Na primeira sala que visitei, a Ajasom tinha um sistema constituído por um conjunto de electrónica Soulution – prévio 727, amplificador de potência 717, conversor D/A 760 – a alimentar as colunas YG Acoustics Hailey. As fontes consistiam no Innuos Nazaré na área digital e no gira-discos SME 35 com cabeça Lyra Atlas, no domínio digital.

A Music Link apostou nas colunas Audel Art, alimentadas pelo amplificador integrado Sugden Masterclass SPA-4, com fontes digitais (streaming) da Volumio.

A Cinnamon apresentou pela primeira vez o seu servidor de áudio com disco interno de 500 GB. No sistema em demonstração tínhamos também as colunas de caixa aberta Elipticum e um imponente subwoofer activo bipolar com DSP interno., para além do amplificador integrado Kondo Audio Note Overture.

A Smartstores apresentou um sistema onde pontuavam as colunas Sopran 622 da sua nova representada Morel, alimentadas pelo amplificador integrado Canor Virtus A3, com o streamer Electrocompaniet ECM1 MkII e o Pro-Ject CD Box RS2T a assegurarem as fontes digitais.

A Delaudio estava em dois espaços. No primeiro que visitei as colunas Monitor Audio Gold 500 Massacar estavam combinadas electrónica da Advance Paris – amplificador de potência X-A160EVO e prévio X-P700 e da Eversolo – streamer T8 e conversor D/A DAC Z-10. O gira-discos Takumi, com cabeça Kuro, fez ouvir Kate Bush e deixou-me bem agradado.

Na segunda sala da Ajasom pontuavam as Kharma Elegance DB9 Diamond Edition, alimentadas por electrónica da McIntosh – leitor de CD MCD12000, DAC/Streamer DS200, prévio C12000, monoblocos MC1.25 e gira-discos MT5.

A Exaudio tinha este ano duas salas. Numa delas ouvi as colunas Acapella La Campanella com electrónica da Bricasti – streamer/conversor D/A M3, prévio M20 e amplificador de potência M25 e da Lumin – streamer U2X. Foi talvez a vez em que ouvi estas colunas a tocarem melhor.

Uma vez mais a Ultimate Audio estava em dois espaços. Um deles, ilustrado acima, tinha três sistema em demonstração de modo alternado, tendo-me sido possível ouvir o que tinhas as recentíssimas colunas Audiovector R10, alimentadas pelo conjunto Accuphase A-80 (amplificador de potência em classe A) e C-3900S (prévio, em estreia). As fontes de áudio assentavam no streamer/DAC Aurender A-1, edição do 15.º aniversário (outra estreia), e pelo gira-discos Clearaudio Master Jubilee, combinado com o prévio de phono Kondo GE-2 (mais uma estreia).

A José Lopes Marques tinha igualmente dois espaços. Num deles a música provinha das imponentes colunas Gold Note XS-85, combinadas com electrónica da Chord, na forma do upscaler digital Chord Quartet, em estreia num evento europeu, do prévio Ultima Pre 3 e de dois monoblocos Ultima 3 e da Linn – streamer Selekt DSM.

A my Hi-Fi House levou ao show as colunas Øaudio Icon 12 combinadas com o amplificador Aurorasound HFSA-02, DAC Holo Audio Spring 3 KTE e streamer Holo Audio Red. No domínio analógico era possível ouvir o mais recente gira-discos do Rui Borges, que parece não ter ainda nome, ligado ao prévio de phono Aurorasound Vida II.

Na terceira sala da Ajasom a aposta principal assentava na Nagra com o Preamp II-S combinado com dois Classic Amp alimentando as PMC Fenestria. As fontes assentavam no Nagra Compact Player no domínio digital e no Bergmann Galder em termos dos discos de vinilo.

As Avantgarde Opus1 marcaram uma presença bem interessante numa outra sala da Ultimate Audio. Em alternativa, nessa mesma sala, foi possível ouvir um sistema assente numa combinação KEF/Hegel: colunas Reference 3 Meta, amplificadores de potência Hegel H30A, prévio Hegel P30A, DAC Hegel D50 e leitor de CD Hegel Viking.

A Radio One demonstrou um sistema onde o elemento mais chamativo era o amplificador integrado Sugden Masterclass ANV-50, lançado para celebrar o 50.º aniversário da marca, a tocar com as colunas SPENDOR A7.2.

Na segunda sala da Delaudio tive a boa surpresa de ouvir as novas Monitor Audio Bronze 50, acompanhadas pelo amplificador Advance Paris A8 Apex, com o Eversolo DMP-A6 Master Edition Gen. 2 como fonte digital e o gira-discos Takumi TT Level 1.1DC no analógico.

Mais um dos sistemas da Ultimate Audio presentes na sala «tripartida»: colunas Perlisten S7T Black Edition, amplificador integrado Goldmund (nova marca) Telos 690, streamer Xact S1 EVO.

Noutra das salas grandes estavam em demonstração as Kii Three BXT, combinadas com um gira-discos SME Model 8 e o prévio de phono Teac PE-505. No comando das operações tínhamos Wim Weijers, o responsável principal da Kii.

A OnOff apostou no novo projector Epson EM-QS100 para construir um cinema em casa em que as Elipson Planet L se encarregavam da componente áudio.

A Cambridge Audio viu a sua distribuição entre nós ser recentemente assumida pela José L. Marques.

Na «outra» sala da Exaudio o elemento de maior destaque eram as novas colunas TAD CE1TX, combinadas com electrónica da mesma marca: prévio C1000, amplificador de potência M100 e leitor de CD/SACD D1000TX. O Lumin U2 assegurava o fluxo da música no domínio digital.

A Belmiro Ribeiro levou ao evento uma grande parte da nova linha de televisores da LG que tinha sido apresentada alguns dias antes, como enfoque especial no televisor OLED transparente.

O terceiro sistema da Ultimate Audio : colunas Revival Atalante Grand Reserve, amplificador de potência Octave RE 320, prévio Octave HP 300 SE, DAC Matrix Audio ND-1 e servidor Matrix Audio NT-1, com clock externo SC-1.

No espaço aberto de um dos halls, a Smartstores tinha em exposição estática uma vasta gama de produtos representados pela Esotérico e pela Smartaudio.

Noutro hall bem amplo a Hisense marcou presença com uma vasta gama de televisores e projectores, como demos destaque na reportagem publicada há alguns dias.

A Sound & Pixel trouxe até ao show as colunas da Dali, na forma das Sonik 7 e Sonik 9, coadjuvadas por electrónica da Moon: Compass 371 e North 761.

Os auscultadores estavam dispersos por vários espaços ao longo da exposição, permitindo aos visitantes experimentar as qualidades de cada um.

A Lundin Technologies dedica-se principalmente às áreas da instalação e da integração, sendo a Sonance um das suas marcas principais.

No amplo hall de entrada tínhamos um vasto conjunto de lojas de discos, bem como alguns fabricantes de áudio nacionais, tais como Lunae Mons Research, a Audiogate, a Audiotricity e a Azoric Audio.

A Alpine aproveitou para mostrar o seu mais recente modelo, o A390, o qual está a ser alvo de muito interesse pelos amantes da marca.