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Nova gama Diamond 800 D5, de B&W.

Nova gama Diamond 800 D5, de B&W.

4 outubro 2026


De que melhor maneira poderia a Bowers & Wilkins comemorar o 60.º aniversário da marca?


Nova placa superior em alumínio

Fruto do trabalho de modelação e simulação realizado durante o desenvolvimento do 801 D4 Signature, a nova Série 800 D5 incorpora uma placa superior de alumínio completamente revista que reforça a secção superior de cada caixa. Graças a nervuras de alumínio mais pesadas, um grande número de pontos de fixação mecânica e novos elementos de desacoplamento para o conjunto Turbine Head ou Solid Body Tweeter, temos um comportamento mecânico ainda mais preciso na parte superior de cada caixa acústica.
Cada placa superior incorpora ainda uma envoltura melhorada em couro da Connolly e amortecida por meio de materiais derivados dos usados na Série 800 D4 Signature, reduzindo ainda mais as vibrações não desejadas transmitidas à estrutura de alumínio.

Foto 11 B&W 800 D5_28_09_26

Um dos exemplares mais raros das Nautilus, com as cores da bandeira inglesa.


Matriz melhorada

Partindo do sistema de reforço extraordinariamente rígido Matrix presente na Série 800 D5, a nova Enhanced Matrix aumenta significativamente a rigidez da zona crítica do painel frontal que rodeia cada transdutor.
Mediante espessas secções de alumínio cuidadosamente perfiladas para robustecer cada abertura e, por sua vez, em face das nervuras de reforço na parte posterior das mesmas, a Enhanced Matrix trabalha em conjunto com o sistema Space Frame Bracing e com a nova placa superior de alumínio para aumentar de forma substancial a rigidez estrutural da caixa e reduzir ainda mais as ressonâncias não desejadas.

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Embora não seja imediatamente evidente, cada uma das Nautilus é formada por quatro peças, trabalhadas manualmente sobre moldes.

Caixa de alumínio independente para o altifalante de médios das 804 D5.

Uma das inovações mais destacadas da nova gama é a incorporação, nas 804 D5, de uma «sub-caixa» interna em alumínio para os altifalantes de médios com cone de Continuum FST.
Com um design baseado na extraordinária estrutura de «turbina» utilizada nos modelos de chão de maior tamanho da Série 800 D5, esta nova estrutura isola de maneira completa a unidade de médios, ao mesmo tempo que fornece um ponto de desacoplamento mecânico consistente. O resultado é uma reprodução mais aberta e natural das 804 D5 comparável à que se obtém nos modelos com cabeça independente, como as 803 D5.

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As Nautilus continuam a ser alvo de muita atenção.

Grelha protectora e sistemas magnéticos com tecnologia Signature

Todos os modelos da nova Série 800 D5 incorporam a última geração da pequena grelha protectora para os tweeters Diamond Dome, a qual foi originalmente desenvolvida para as aclamadas 801 D4 Signature. O novo design mantém o mesmo nível de protecção para a cúpula, mas oferece uma maior transparência acústica. Como resultado, aumenta a resolução e melhora notavelmente as prestações fora do exemplo de escudo.
Além disso, todos os altifalantes de médios, médios/graves e graves da nova gama incorporam ímanes magnéticos com um campo magnético mais uniforme, baseados em componentes desenvolvidos para a gama Signature. O resultado é uma reprodução mais limpa e precisa, com maior resolução, melhor resposta transitória e uma dinâmica superior.

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Estrutura interna de uma 801 D5.

Cablagem e crossover melhorados

Todos os modelos da gama D5 incorporam componentes de filtragem melhorados provenientes das colunas Signature, juntamente com um novo esquema de cablagem interna e cabos de ligação de melhor qualidade. O resultado é um nível de resolução ao nível dos tempos actuais.

Placa de alumínio para o crossover

Nesta nova gama o filtro divisor de frequências (crossover) é colocado numa placa totalmente fabricada em alumínio, sendo acoplado tanto à caixa como ao sistema de reforço Space Frame Bracing situado na parte posterior através de fixações robustas com parafusos M8 e M4. Esta solução aumentou ainda mais a rigidez estrutural da caixa, tendo as novas fixações sido cuidadosamente ocultadas atrás das placas identificativas da marca e do modelo.

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Centro de pesquisa e desenvolvimento de Southwater.

A visita às instalações de Southwater revestiu-se, como é natural, de um elevado secretismo, começando pela impossibilidade de tirar quaisquer fotografias, com excepção dos momentos em que assistimos várias sessões de demonstração. E é então sobre estas que me vou debruçar, destacando que as demonstrações tiveram lugar numa sala que era um «clone» exacto da que foi desenvolvida por John Bowers: uma «sala dentro da sala», ou seja, uma estrutura de betão de 12 toneladas que forma como que uma caixa desacoplada mecanicamente através de algo como um milhar de molas de toda a estrutura do edifício e está totalmente isolada deste. Acusticamente utilizou-se o mesmo tratamento que está presente em Abbey Road. Resta dizer que estas instalações de Southwater são relativamente novas (foram inauguradas em 2018) e têm o dobro da área ocupada pelas «velhinha» University of Sound, criada por John Bowers – agora temos um total de 2750 m2). Foi nesta «universidade» que foram desenvolvidos produtos e acessórios icónicos tais como as primeiras Nautilus, o tweeter de cúpula de diamante, o cone Aerofoil, o Zeppelin e assim por diante.
E foi na mencionada sala, na qual estava instalada electrónica centrada no préamplificador Gryphon Commander e em dois imponentes amplificadores mono de potência Gryphon Apex X2 com ligação bicablada para as colunas, sendo a fonte um já bem vetusto transporte de CD Denon DP-S1, ligado a um conversor DAC MSB Platinum Diamond com alimentação independente, que foi entrando e saindo, em alternância, uma ampla variedade de colunas das séries 800 D4 e 800 D5, por esta ordem. Os trechos de música utilizados tinham durações muito curtas – 20 a 25 segundos – e constavam de extractos dos temas A Fool for You, de Harry Belafonte; DVD Menu, de Phoebe Bridgers e The Curse, de Agnes Obel, numa sequência A, B, C, que foi invertida por duas vezes, para facilitar comparações entre as colunas.

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A audição das 801 D5 permitiu chegar a interessantíssimas conclusões.


Começámos então pelas 805 D4, logo seguidas das 805 D5. A impressão imediata foi a de que as 805D5 soavam mais alto, embora o nível de volume no prévio fosse exactamente o mesmo – o que tínhamos era seguramente o resultado da redução dos níveis de ruído e vibração, bem como, no meu entender, de pequenas alterações nos crossovers. O grave era mais limpo a soava mais «afastado» da voz e Harry Belafonte soou mais claro e preciso na dicção. Seguiu-se a comparação entre as 804 D4 e D5. Começo por deixar aqui expresso que desde sempre considerei as 804 como as colunas que na gama Diamond 800 foram menos «trabalhadas», quase como que um «patinho feio». Pois não é que finalmente as 804 D5 tiveram a atenção que mereciam! Soaram desde o primeiro momento mais claras, limpas, espaciais, marcando uma enorme diferença em relação às D5 – a voz de Bridgers parecia outra, cheia de vida, era como se ela estivesse ali viva na sala e na minha frente, e as novas colunas soaram perceptivelmente mais altas que as da geração anterior – não é só na política que as percepções contam! Os novos cones de médios com deposição de alumínio fazem mesmo uma grande diferença.

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Nesta fotografia é possível perceber pela largura dos caixilhos da janela à direita, a inovadora estrutura de sustentação da sala de audições.

Para tornar as coisas mais céleres, vou então agora deixar aqui alguns comentários relativos ao duelo entre as 801 D4 e as 801 D5. E tudo pode ser resumido numa frase simples: que grandes colunas são as 801 D5, tão boas, que finalmente posso perdoar a B&W por ter deixado de produzir o modelo Diamond 800. Quer nas vozes, quer no sentido de ritmo, definido pela percussão, as novas 801 ostentam um nível muito elevado de envolvimento e emoção. Em especial a audição do trecho de Harry Belafonte e ainda mais em especial no caso do som do trompete de Don Fagerquist, logo na entrada, tudo soou como que rejuvenescido, com uma beleza e harmonia na voz quase inebriantes. No final da demonstração destas colunas ouvimos uma faixa extra, com percussão, na forma de um trecho um pouco mais alongado retirado de O Duelo de Dacoit, de A.R. Rahman e Matt Dunkley, acompanhados pela Czech Film Orchestra e respectivo coro, foi a verdadeira cereja no topo do bolo que demonstrou de maneira inequívoca as assombrosas capacidades dinâmicas (na percussão) e de reprodução espacial das 801 D5. Os tambores, esses então, soaram pura e simplesmente avassaladores, como uma coisa do outro mundo.

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Esta é uma foto bem icónica, com John Bowers como «guardião» de um conjunto de Diamond 800, uma de cada uma das séries lançadas até hoje.

Há então que dizer que valeu bem a pena ir ao Sussex ouvir estas novas 800 D5. Infelizmente os preços voltaram a subir em relação às D4 mas as subidas de desempenho em termos globais são imediatamente perceptíveis e justificam, no mínimo, uma audição atenta – quem tiver disponibilidade não perca as Ultima Sessions no Porto, no próximo dia 10. Aqui ficam uma vez mais os meus sinceros agradecimentos a toda a equipa da Bowers & Wilkins, muito em especial a Andy Kerr e a Alex Obradó. Estão de parabéns e merecem bem todo o sucesso que seguramente irá bafejar as 800 D5.

Ajasom marcas 25-02-23
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